400 contra 1 – uma história do crime organizado [dir.: caco souza, 2010]

A sequência inicial de 400 contra 1 cria boas expectativas. Com certa dose de estilo – ainda que um estilo conhecido -, Caco Souza recria com figurinos coloridos, câmera semidocumental e música black de trilha sonora uma invasão a banco organizada pelo até então prematuro Comando Vermelho, datada no ínicio da década de 1980. Crime de uma série de assaltos que inaugura suas “atividades” e repercute a facção através dos noticiários brasileiros. Mas não demora para os problemas do filme se evidenciarem, ainda que seus esforços sejam claros. Um deles é a edição não-linear, a qual, ao intercalar a formação do Comando no presídio da Ilha Grande na década de 1970 com o período de sua consolidação, torna-se apenas um recurso didático aborrecidíssimo para o espectador, obrigado a cada mudança de tempo narrativo se deparar com um anúncio enfático – e quem assistiu sabe o quão enfático é – do ano correspondente aos acontecimentos vistos na tela, algo que todos os elementos do longa já são capazes de informar. [E não sei o que é pior: insistir em tal recurso por todo o filme ou, como ocorreu, abandoná-lo no meio da narrativa, com a única justificativa, suponho, do espectador já ter entendido – e não seria possível o contrário – sua não-linearidade].

Não apenas sua estrutura insiste em didatismo. Também o roteiro, o qual já insinua certa preguiça ao empregar uma narração em off quase onipresente e mal consegue lidar com seus personagens [ou é possível compreender as motivações da advogada em cena?], é repleto de diálogos que mais parecem voltados a informar o público os acontecimentos, como se os personagens falassem unicamente para o espectador, o que, obviamente, compromete a naturalidade do filme.  Quando o deslumbramento pela edição e um roteiro como esse se unem, o resultado é o anúncio, feito por determinado personagem, de um possível massacre iminente a acontecer no presídio ser seguido por cenas vindouras  do longa que revelam sua concretização. E assim como num outro momento em que um rádio é posto em quadro apenas para justificar seu título, 400 contra 1 parece encontrar nas formas mais fáceis e banais a maneira de contar sua história.

nota | 5

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10 diretores “gatchenhos”

Há vida bonita por trás das câmeras também. E como acho muito importante tocar neste assunto, o receio de remorso compõe um top 10 dos diretores mais #pegaeu do cinema. Se fazem filmes bons ou não, pouco importa, o que importa agora é o talento facial e corporal de cada um. A única regra foi não incluir atores que dirigiram alguns filmes, motivo o qual fez Marlon Brando, Sean Penn, Gene Kelly, George Clooney, Johnny Depp ficarem de fora.

Sem mais, divirtam-se!

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# 10 | Christopher Nolan

Nolan talvez esteja mais para esquisito que para bonito, mas eu gosto de pessoas esquisitas. E além do mais, esses olhos azuis da cor do céu não é algo que deva ser ignorado.

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# 9 | Mark Neveldine

Quando digo para não levar em conta a qualidade como cineasta dos integrantes desta lista é para não levar em conta mesmo. Neveldine dirigiu Adrenalina e Gamer, mas se seus filmes podem não agradar a maioria, outros aspectos do diretor agradam bastante, há de convir.

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#8 | Xavier Dolan

Ok, Xavier Dolan também é ator, mas não o conhecia, nem atuando nem dirigindo, antes de assistir Eu Matei Minha Mãe, seu filme de estreia como diretor, no Festival do Rio ano passado. E algo na tela me chamou atenção – basta olhar a foto acima e saberá a que me refiro. É do tipo “sou cheio de estilo” e só tem 21 anos. Ai ai.

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#7 | David Fincher

Fincher está um pouquinho acima do peso, mas acho que uma barriguinha não faz mal a ninguém. Em premiações de cinema, sempre fico admirado – e admirando – o diretor, que com seus quase 50 anos está uma belezinha.

# 6 | Richard Kelly

Quando fui seguir o Richard Kelly no twitter, levei um susto agradável ao ver seu avatar. Não é que o diretor de Donnie Darko é uma gracinha?

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