minha cabeça dói, minha testa dói, mas não é chifre

acabou de acontecer. eu disse uma coisa e não entenderam. acho graça na mesma proporção que acho assustador, porque é muito comum as pessoas não entenderem o que eu falo, principalmente quando tento falar de um jeito que não me pertence. tô com muito medo de viver, medo de viver se as coisas não derem certo. mas se derem certo? eu vou aguardar o errado acontecer novamente, porque ele sempre volta. estava precisando de uma dose de bergman, de alguém que me entendesse como ninguém. nem minha analista anda me entendendo – ou eu não ando entendendo ela. estou cansado de análise, quero férias, férias do que eu sempre digo a ela e férias do que sempre ouço dela. sou um disco arranhado que se faz ouvir com seus ruídos inerentes, que podem ser um tanto charmosos e garantir peculiaridade na experiência do ouvir, mas pode também só causar percalços auditivos. e isso é o problema. queria ser disco não. queria ser um arquivo de áudio de excelente qualidade sonora, som límpido, alto, sem compressão. tem como?

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