cinema 2009 | 10 melhores trilhas sonoras

Escolher apenas 10 trilhas – e colocar em ordem de preferência – foi uma tarefa quase abandonada. Difícil chegar numa conclusão do que é uma boa trilha, se deve levar em conta apenas seu resultado no longa – afinal, ela só existiu para preenchê-lo – ou ouvi-la pelo CD já é suficiente para uma avaliação.

Há os dois tipos na lista a seguir. Algumas tem mérito exclusivo por seu efeito no filme, outras soaram melhores ouvindo-as separadamente, mas nem por isso achei que deveriam ficar de fora. Já algumas, merecem ser reconhecidas em qualquer aspecto. Só precisavam se encaixar em duas regras:

– as trilhas deveriam ser de filmes lançados comercialmente no Brasil em 2009;
– apenas instrumental.

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Sempre ao Seu Lado, por Jan A.P. Kaczmarek

Harry Potter e o Enigma do Príncipe, por Nicholas Hooper

Milk, por Danny Elfman

Coco Antes de Chanel, por Alexandre Desplat

Anjos e Demônios, por Hans Zimmer

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cinema 2009 | 10 melhores cartazes

Neste ranking não importa a qualidade do filme, apenas como ele foi divulgado. Foram selecionados apenas cartazes de filmes lançados no Brasil em 2009 – e só por isso os ótimos de Distante Nós Vamos e Onde Vivem os Monstros ficaram de fora.

E antes que me cobrem, eu não gostei tanto daquele cartaz de Anticristo da tesoura.

(clique nas imagens para ampliá-las)

#10 | Os Fantasmas de Scrooge

Misterioso com muito pouco.

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#09 | Bruno

#euri

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#08 | Aconteceu em Woodstock

É meio alucinógeno, meio hippie, meio anos 60, meio paz e amor… é todo o filme.

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#07 | Série “Watchmen”

Mantém o visual retrô do filme fazendo referência às capas dos quadrinhos.

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#06 | Distrito 9

Vi um desses num ponto de ônibus sem saber do que se tratava o filme e não sabia o que fazer. Funcionou.

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melhores de 2009


Quando penso se 2009 foi um bom ano para o cinema, eu lembro que em 2008 tivemos 5 grandes filmes [Onde os Fracos Não Têm Vez, O Cavaleiro das Trevas, Wall-E, Sangue Negro e Linha de Passe] e mais uns tantos outros que quase puderam ser chamados de obras-primas. Aí eu concluo que 2009, apesar de ótimos títulos, não foi a melhor maneira de encerrar a década. Também não foi um desastre como 2007, mas ainda assim minhas notas não foram além de 9.

Mas há filmes e nomes que precisam ser lembrados e o receio de remorso, aderindo a regra de qualquer blog de cinema, irá eleger os melhores do ano – segundo o blogueiro que vos escreve. Esse mesmo blogueiro não tem muita paciência para uma premiação estilo Oscar, elegendo melhor ator, melhor atriz, roteiro, fotografia e por aí vai, e prefere guardar seus indicados para o Blog de Ouro. Repetindo o esquema do ano passado, e aderindo a algumas mudanças, serão 4 posts:

– 10 melhores cartazes [ver 2008]
– 10 melhores trilhas sonoras
– cinema brasileiro: os 5 melhores e os 5 piores [ver 2008]
– 10 melhores filmes [ver 2008]

E falta ainda assistir alguns filmes para tentar fazer uma lista justa. Vou nessa antes que o ano acabe e volto antes que o novo chegue. Mas desde já, quero desejar a todos que visitam, comentam, aos que passam sempre por aqui – ou só de vez em quando –  um 2010 de realizações e ótimos filmes. Obrigado pelas visitas e fiquem na paz de Deus. Até Breve.

a princesa e o sapo [2009]

The Princess and the Frog, de Ron Clements e John Musker
EUA/2009
nota | 8

Nos últimos tempos – coloca-se aí uns 7 ou 8 anos -,  o cinema europeu e asiático foram a principal fonte de animações tradicionais, no lápis e papel, para o circuito americano – no sentido continental, e não apenas dos Estados Unidos.  Mas por apresentarem um estilo voltado majoritariamente para o público adulto, com histórias maduras narradas através de linguagens estéticas singulares, para os menores de idade, Disney virou sinônimo de Pixar e animação se resumiu à computação gráfica. Se meus personagens animados favoritos da infância são de duas dimensões, os das crianças de hoje, saltam da tela.

O anúncio da Disney sobre o lançamento de uma animação feita a modos vanguardistas tinha então um ar de recordação para alguns e novidade para outros. O marketing ainda imperava com a informação de outro diferencial do desenho: A Princesa e o Sapo possui a primeira princesa negra do estúdio. Notam-se duas verdades ao fim da sessão: 1) a princesa passa mais tempo verde do que em sua cor natural, já que também é transformada em sapo e 2) e mais importante, é maravilhoso ver a Disney voltar à sua tradição no melhor estilo de suas obras clássicas.

Mas não só pelo saudosismo o resultado é positivo. A Princesa e o Sapo possui uma narração divertida e visualmente rica, seja o cuidado  ao recriar Nova Orleans ou ao colorido em cada canção – “Quase Lá” [“Almost There” no original] recebe um tratamento de cores e traços incrível. O aspecto musical, inclusive, é um dos fatores mais atraentes do filme: Randy Newman, responsável por trilhas sonoras de grandes sucessos da Disney, não deixa de remeter ao jazz em seus instrumentais e nem de investir em canções animadas para a expressão dos personagens. E de bons personagens o longa está cheio, com destaque especial ao vagalume Ray.

Fica a satisfação e o desejo que a Disney traga novos clássicos daqui pra frente.