poetas são para serem citados, não falados

17 mai

a ansiedade me acordou e era antes das 7 da manhã. estava certo quando suspeitei que os ventos fortes da noite de ontem eram presságio da chuva de hoje. amanheceu chovendo, dia cinza, frio a ponto de usar casaco. dia lindo – eu, definitivamente, acho dias cinzas mais belos que dias azuis. dias cinzas são naturalmente tristes, daí talvez possa parecer mais fácil ser feliz. coloquei Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano para rodar – eu, definitivamente, acho que preciso ver mais filmes antes de começar o dia. documentário adorável, de boa música, boas imagens e boas entrevistas. ah, e sobretudo um bom tempo!, uma boa época, que eu não vivi, mas parecia realmente boa. quando pepeu gomes disse que o dinheiro ficava numa sacola plástica atrás da porta e cada um pegava o necessário, gastava e depois depositava o troco no mesmo local, pensei no meu egoísmo de hoje. talvez na década de 70 eu seria outro, mais novo baiano, mais da partilha, mais do time vermelho. na década de 70 não receberia o recado recebido antes das 8, pedindo para nos “controlarmos, só hoje”. controlar o quê? sou animal não, não irracional, da selva, que vive pelo instinto incontrolável. meu instinto é controlável. meu instinto é controlável? mas tudo bem, vamos nos controlar, só hoje. pelo menos só hoje, porque amanhã.

duchamp para expor o mictório teve que colocá-lo de cabeça para baixo

28 mar

talvez pensar na morte seja uma maneira de mantê-la longe de mim. ela está tão perto e presente nos meus dias que parece uma amiga. quando não a sinto, sinto quase falta. mas são os melhores dias, esses em que estou brigado com ela, quando meus pensamentos não se resumem a ela e quando meu corpo não desperta incômodos com  sua aproximação. hoje senti gosto de sangue na minha boca, gosto que vinha de dentro de mim. cuspi na minha mão sem que ninguém pudesse ver. o cuspe veio com cor de cuspe, não vermelho cor de morte. acho, agora, que minha boca estava apenas seca demais. minha testa por vezes arde, minha cabeça por vezes coça. sinto muita vontade de fumar um cigarro. e ainda conscio de que acender mais um pode piorar meu estado, me levanto, pego o isqueiro e viro fumaça.

sonata de natal

25 dez

Hoje é dia de natal e em vez de rever A felicidade não se compra e acreditar que minha existência é muito importante para a vida de todos ao meu redor, assisti Sonata de Outono. A cada novo filme do Bergman me certifico que esta foi a maior alma encarnada em corpo na história da humanidade – depois de Jesus, o aniversariante do dia.

Fiquei muito surpreso com a primeira cena, quando um personagem fala direto para a câmera, nos olhos e para o espectador, com sua esposa Liv Ullmann desfocada no fundo da cena. Falta desbravar boa parte da filmografia do diretor, mas até então não tinha visto essa quebra de ilusão tão direta em seus filmes. E só fiquei surpreso, achei curioso. Como também os pensamentos altos de Ingrid Bergman, recurso que sempre soa mais para informar ao espectador que pela necessidade do personagem pensar em voz alta. Essa opção, inclusive, além de também não ser muito comum em suas obras – toda reflexão e pensamentos costumam surgir em off -, faz Sonata de Outono um filme pouco – ou nada – silencioso. Alguém está sempre tocando piano ou despertando alguma angústia adormecida dentro de si. E é o que Liv e Ingrid fazem na maior parte do tempo.

Falam, e falam pra caralho! Liv quando morrer irá para o céu e sentará ao lado de Deus por sua cena com Ingrid na madrugada, à pouca luz, como Sven sabia fazer, questionando se a satisfação secreta de uma mãe é a infelicidade da filha. Eu ria de nervoso e quase chorava de desespero. Porque nunca vi – devo ter visto, mas não lembro, só tem Liv na minha cabeça agora – uma atriz expor as palavras como aqui. As palavras são devastadoras, e só conseguem sair com um ímpeto incontrolável pois alguém as guardou por muito tempo, estão pesadas e duras demais para ganharem o ar. E Liv é brilhante por dizer não apenas com emoção, mas por revelar, pela voz e olhos carregados de lágrimas, o quanto seu discurso representa na relação com sua mãe. Ingrid também é outro absurdo, mas meu amor dessa vez vai todo pra Liv.

Quando há o piano, e só se ouve o piano, a voz é a imagem de Bergman. Bergman é foda porque nunca deixou de dizer, e sempre disse até mesmo quando seus atores nada diziam. Há um discurso quando Liv está ao piano e outro na vez de Ingrid tocar o instrumento, mas em ambos Bergman nos desconcerta e intensifica a relação entre as duas personagens – e se lembrarmos que Ingrid logo ao chegar na casa da filha diz sorridente que poderia morar lá para sempre, tudo se torna ainda mais terrível ao fim do filme. O final. Como todo filme do Bergman, termino sabendo que preciso rever. Mas o final. Talvez a principal impressão seja a de que nenhuma relação precisa de plena verdade. Quando as palavras não são medidas, no dia seguinte o pedido de perdão quase sempre é necessário para as relações se manterem amistosas.

Sonata de Outono é top 5 do Bergman.

E tem a pequena participação do Gunnar já meio velhinho dando apenas uma risada numa cena perto do fim – o que seria seu penúltimo trabalho com o diretor.

quando aquele agosto é o seu setembro

24 set

Setembro ainda está na minha cabeça. Não o mês, que tá acabando, junto com as minhas férias. Mês de saudade, fim de greve e muita confusão mental, talvez o mês em que estive mais próximo da loucura patológica. Mas o filme, brilhante filme, com a Mia Farrow dizendo ser sozinha – todo mundo acreditou nas palavras do Jobim e se fudeu – e dona de um problema, de fato, incontrolável: querer viver quando parece mais fácil recorrer a todos os calmantes do mundo. A bitch da Dianne Weist, em fina ironia e complacência, diz que não seria possível tomar milhares de comprimidos e que, bom, melhor esperar o mês seguinte – o título do filme – para a vida melhorar. Sempre aquele conselho de que tudo passa, até uva passa. [Agora, trocando em miúdos por aqui, percebo que aquele agosto talvez seja a síntese do meu setembro. Que merda.] Há muito, muito tempo Woody Allen não faz um filme como esse. O coroa podia voltar aos seus anos oitentistas e fazer coisas como A Outra e Setembro, quando Bergman e Fellini se estampavam em suas histórias. Aqui, os personagens estão à deriva da vida, de mãos e ações atadas diante a ordem das coisas – o personagem do [saudoso] Jack Warden que o diga . O princípio é: não estamos sós, por mais que nossa síndrome egocentrista nos traga a falsa ciência de tudo girando ao redor de nós, a nosso favor. Mesmo você iminente a sair de sua última crise emocional/existencial/sentimental/que-seja, e tenha presidido nesta existência por seis, sete, oito meses, nada garante que todo o restante do mundo vai colaborar para seu triunfo. Não, as pessoas não querem tirar sua mão da borda do poço justamente quando conseguiu sair do buraco, mas elas também estão presas em seus próprios mundos, e esse fato, inevitavelmente, pode afetar o seu. Allen, em seus dias mais inspirados, coloca tudo isso dentro de uma casa no campo – a câmera nem se quer olha pela janela – com um painel de pouquíssimos personagens transbordando de emoções e desejos. Um desfecho cruel para um filme imperdoável. Pegou pesado, Allen.

sem título

7 jan

Começaram a sentir uma coisa e a chamaram de amor. Era só sentida, sem discernir, era bom e ruim, mais bom que ruim e por vezes mais ruim que bom. E a palavra amor passou a representar uma coisa que ninguém sabe o que é, já tentaram explicar – cientificamente até -, mas ninguém chega num denominador comum. Mesmo assim, todo mundo procura, todo mundo quer. Feito doce de São Cosme e São Damião. Ninguém gosta daquelas marias-moles – ou seria maria-moles ou marias-mole? -, cheias daquele açúcar grosso e ruim e como fica tudo misturado naqueles sacos com os santos estampados vestindo roupas estranhas, às vezes a maria-mole – agora no singular, porque ninguém coloca mais de uma maria-mole no saco, porque vai sempre parar na lixeira após uma única mordida, aquela pra comprovar que o doce realmente é uma merda e você não quer comê-lo inteiro -, ela se mistura com o doce de abóbora, feito sabão alaranjado e duro e também uma merda, e fica pior ainda. Mas como o doce é de graça, a gente pega. O amor é caro, o amor tem cara? Quem colocou esse nome? E raiva? Sentes uma coisa que dá vontade de socar a porta a parede a janela e pimba, lá vai você dizer que sente raiva, porque raiva tem cara de raiva? (Já formou a imagem dela na cabeça, como se ela fosse uma pessoa? Acho que seria uma bela mulher.) Quem pôs nome nos sentimentos? Deus? Adão? Eva? O homem de neandertal, vá saber. Porque acho que faz muito sentido uma garrafa com umas hélices em seu fundo disposta sobre uma base com alguns botões pequeninos se chamar liquidificador. É fácil dar nome ao que vemos – só não foi difícil chamar Deus de Deus porque ele se autodenominou. Mas daí chamar pelo nome essas sensações estranhas é um pulo muito grande, muita prepotência, muito poder – dado por quem? Partiram do princípio: somos da mesma espécie, sentiremos todos as mesmas coisas – ainda que eles apareçam quinhentos trezentos duzentos anos depois de nós. Pior que herdamos tudo! Não, pior: herdamos porra nenhuma. Porque tem um monte de impressões e embrulhos e coisas misturadas dentro da gente, do nosso peito, do nosso coração que não fazemos ideia do que são. Tá lá, sem nome, mas tá lá. E aqui.

11 melhores filmes de 2011

2 jan

Deus, me deixa ver mais filmes em 2012? Obrigado.

Assisti 3 filmes inesquecíveis – um beijo pro Filipe que estava presente nas 3 sessões. E isso já valeu o ano.

11- Enrolados (ou o filme que me fez odiar o Luciano Huck por toda a vida)

Vejo enfim a luz brilhar, já nasceu o nevoeiro.
Coisa mais linda é cantar isso ao som das lanternas flutuantes.
Por isso comprei CD e DVD e acho que é o último grande filme da Disney desde Mulan.
A gente gostou, se divertiu, se emocionou, cantou e quer ver durante boa parte da vida.

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10- O Vencedor (ou o filme em que Mark Wahlberg tá gostoso pra caralho, pra variar)

Gostamos de Huckabees, adoramos O Vencedor e passamos a achar que David O. Russel tem talento de sobra e não precisa de um hiato de 6 anos entre uma estreia e outra.
Christian Bale em mais uma metamorfose corporal e chutando bundas de qualquer um do elenco porque ele é o melhor e o filme, a gente sabe, é sobre seu personagem – mas a gente deixa o Mark brilhar também porque tá sem camisa quase a maior parte do tempo.
Melissa Leo também arrasa, Amy Adams tá bonitinha e corretinha.
Por causa da direção realista de Russel, meu coração batia forte na última luta e eu vibrei com o fim e acho que isso é um feito grande de um diretor.

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9- A Árvore da Vida (ou o filme que me deixou com cara de paisagem quando terminou)

Tipo de filme que a gente entende porra nenhuma mas adora – e sabe que vai precisar rever alguma(s) vez(es) na vida.
Na verdade, a gente entende uma coisa ou outra e vê um sentido, um pensamento, uma coerência em todo o longa.
Sem deixar de ser imerso na longa e profunda e por vezes dolorosa viagem que Malick proporciona.
Impossível ficar indiferente.

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8- Namorados para Sempre (ou o filme que recebeu o título brasileiro mais wtf do ano)

Quem disse que o amor é bonito?
Às vezes o amor já não aguenta mais o outro. E perceber isso é cruel pra caralho.
Daí Namorados para Sempre coloca seus pés no chão e faz você ser menos deslumbrado com tudo. E Derek Cianfrance sabe muito bem o que faz para nos trazer à realidade.
O Ryan Gosling aparece nu. A nação agradece.

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7- Contracorrente (ou um dos melhores filmes com temática gay dos últimos anos)

Porque aquela história toda do cara ser casado com mulher e pegar homem por fora todo mundo já conhece.
Mas há formas diferentes de dizer a mesma coisa e Contracorrente o faz de forma inspirada e tocante.
Há uma cena muito especial, das que a gente não esquece: Miguel pega na mão de Santiago e caminha de mãos dadas com o homem que ama pelas ruas daquela pequena comunidade peruana. Ninguém olha, ninguém ofende. Passam despercebidos, porque Santiago está morto, é apenas vulto. Eles podem, enfim, se libertar.
E na vida, não mais ou menos assim?  A gente tem que ser quase invisível…
[Um beijoteamo pra Camilla que chorou no cinema junto comigo.]

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6- Meia-noite em Paris (ou o filme mais pedante do ano)

Tinha gente que ficava rindo no cinema só pra mostrar que sabia quem eram aqueles personagens todos? TINHA!
Eu era uma dessas pessoas? ERA! -mentira
Allen tava inspirado. Colocou muita coisa linda num roteiro só, e é engraçado, naturalmente engraçado, como ele sabe fazer.
Não é de comer, mas é delicioso.

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5- Cisne Negro (ou o filme que fez do Aronofsky um deus)

É intenso e doloroso também para o espectador. Quando a gente se dá conta, estamos na mesma alucinação que a bailarina.
As imagens compostas por Aronofsky reafirmam em todo tempo a dicotomia ansiada por sua personagem.
Tem a melhor trilha sonora de 2011.
Mas deixa eu confessar uma coisa: ainda prefiro a Natalie Portman em Closer.

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4- Bravura Indômita (ou o filme que assisti duas vezes no cinema)

Uma história de vingança pode ser muito mais legal quando protagonizada por uma menina de 14 anos.
Coens e Roger Deakins é uma das parcerias mais bem sucedidas do cinema atual. Sim, é sim.
Essa coisa de comparar livro e filme é, como sempre digo, uma idiotice. Mas as palavras de Charles Portis ficam comendo poeira diante à beleza das imagens do filme.
O melhor elenco do ano? É, por aí, deve ser.

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3- Medianeras (ou aquele outro filme que me fez querer encontrar um amor pra vida toda)

Você sabe que não será um simples filmes em 5 minutos de projeção.
Quando Vinícius de Morais disse que “a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, estava prevendo Medianeras.
É sempre bom ver a solidão perdendo mais uma.
Quem soltou um “own” no final diz oi. – OI!

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2- Melancolia (ou o filme que me fez achar Lars Von Trier realmente foda)

O prólogo não é tão lindo quanto o de Anticristo, mas já é um tapa na cara da feiura.
Tem aquela coisa do ser humano, nossa instabilidade, nossas contradições, a incompreensão das nossas emoções.
Tem aqueles minutos finais, que faz a gente quase perder o ar por tudo ser muito melancólico e desesperador.
E tem aquela imensidão do universo, colocando o ser humano em seu devido e pequenino lugar.

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1- A Pele que Habito (ou o melhor filme do Almodóvar)

Fiquei completamente alucinado e levemente enlouquecido.
Por todo aquele amor louco, obsessivo, quase incondicional que rege o homem misericordioso e doente por sua amada.
Por aquela confusão de corpos e almas no lugar errado.
Pelas imagens poderosas de um diretor que alcançou seu ápice.

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Só não coloquei na lista porque tenho vergonha:

Burlesque (ou o filme que me fez amar a Cher)

Eu sei, eu sei. Burlesque é uma merda se a gente pensar bem – ou pensar pouco.
Mas dá pra ignorar Santa Cher com um cabelo diferente a cada cena?
Dá pra ignorar Bound to You e You Haven’t Seen the Last of Me?
Dá pra ignorar aqueles números musicais tão brilhosos, bonitos e emocionantys?
Não responda.

as 31 melhores músicas de 2011

30 dez

Preguiça de ir no youtube e linkar as músicas aqui.

Feliz 2012. E não vale me chamar de viado quando chegar no top 3.

31- Não Me Ame TantoKarina Buhr

Nada como uma cantora carregada de sotaque e uma letra bonitinha.

30- MasRicky Martin

Ok, é Ricky Martin, mas a música tem seu valor.

29- Machu PicchuThe Strokes

Me faz lembrar alguém. Ó vida!

28- Verdades da VidaNey Matogrosso

Porque Ney Matogrosso terá sempre um lugar por aqui.

27- Te MereçoTiê

É tipo uma Te Valorizo, aquela outra música da Tiê que acaba comigo.

26- Paradise - Coldplay

Olha, é Coldplay, mas o refrão é grudento.

25- Pumped Up KicksFoster The People

Deveria ter conhecido essa antes do penúltimo dia do ano…

24- We Found LoveRihanna

O que tem de bom em Talk That Talk.

23- SufocoHarmada

Parece música de Malhação, mas viciou.

22- No Light, No LightFlorence + The Machine

Usarei um adjetivo horrível: música poderosa.

21- StrongerKelly Clarkson

Em menos de 1 minuto de música sabia que teria um lugar aqui.

20- Nosso Pequeno CasteloO Teatro Mágico

Aquele trocadilho no fim quase estraga tudo. Quase.

19- Meet Me at the CornerRed Hot Chilli Peppers

Foi difícil escolher a melhor do álbum.

18- SinháChico Buarque

Chico em sua melhor forma.

17- Live Those Days TonightFriendly Fires

Friendly Fires garantiu um lugar no céu com Pala.

16- (What is) LOVE?Jennifer Lopez

A música de encalhado mais legal que existe.

15- Don’t Make It TrueDionne Bromfield

Dionne precisa chegar aos 27… E passar dele.

14- SuperheavySuperheavy

Achei que a mistura não fosse dar certo. Mas deu, muito.

13- HairLady Gaga

Dá vontade de sair correndo dando pinta por aí.

12- Up ‘n DownBritney Spears

Comassim bonus track???!!!

11- Someone Like YouAdele

A gente morre um pouquinho toda vez que escuta.

10- Long TimeCake

Cake pra 2012 inteiro!

9- 20 PassosAgridoce

Dá aquela tristeza boa.

8- Mi Vida Eres TuVanguart

O início de um dos álbuns mais surpreendentes do ano.

7- DissimulataCasuarina

Melhor samba do ano, né?

6- O Que se QuerMarisa Monte e Rodrigo Amarante

Marisa Monte + Rodrigo Amarante. Deu certo, claro.

5- Ah, se eu soubesseChico Buarque e Thaís Gulin

Se músicas tivessem bochechas, esmagaria as dessa de tão fofa.

4- Set on Fire to the RainAdele

Foi com essa que Adele deu as caras pra mim.

3- Born This Way - Lady Gaga

Hino.

2- Hold it Against MeBritney Spears

A música que fez a Neide ocupar meu coração de novo. Own.

1- Love on TopBeyoncé

Repeat infinito a vida inteira.

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