kaboom #festivaldorio

Kaboom (idem), de Gregg Araki. EUA/França, 2010

Kaboom deve ser fruto de quantidade excessiva de ácido. Nesta mistura de Malhação, Mutantes e algum filme gay de quinta, o diretor Gregg Araki, segundo disse a imprensa durante a passagem do longa em Cannes, volta às suas origens ao filmar uma história híbrida quanto a tramas e gêneros. Como não conheço – e agora não sei se pretendo conhecer – sua filmografia, pouco importa se o cineasta está sendo ou não fiel com seus princípios: a péssima impressão ao fim da sessão é o que pesa.

Impressão que é menos pelo filme começar como um romance gay com pinta de comédia independente norte-americana e se transformar num thriller que envolve a destruição do planeta [!] e mais pela trama absurda desenvolvida, a qual terá toda sua conclusão apresentada nos últimos 10 minutos, mesmo que o caminho para se chegar a ela não tenha feito o menor sentido. Até porque sentido é algo que Kaboom não faz questão de possuir. Os personagens – por sinal, um desfile de caricaturas e bizarrices, tendo como maior representante uma bruxa lésbica que é só mesmo mais um elemento estranho da história  – passam a saber de informações ocultadas durante todo o filme no momento conveniente, sem que a maneira como foram obtidas seja apresentada ao público. Mas não vale a pena discorrer sobre o tratamento dado ao desenvolvimento da história, já que pelo visto o único objetivo do roteiro, também assinado por Araki, é alcançar o cúmulo do nonsense. Isso ele consegue, só resta o público também embarcar nessa viagem. Eu não embarquei, fiquei puto e quero meu dinheiro de volta.

[E piada infame para quem viu o filme: quero um presente de aniversário igualzinho!]

nota 1,5

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  1. jeff, do greg araki eu apenas vi ‘mistérios da carne’, filme muito bacana que fala sobre o homossexualismo, pedofilia e ainda por cima invasão alienígena, eu gostei bastante do filme, tem umas partes bem nonsense mesmo, mas é bem trabalhado e consegue se sobressair em diversas partes, caso não tenha visto…assista, quem sabe que vc não goste.

    agora, este “kaboom”, talvez um dia eu veja…quem sabe.

  2. Porra, quero muito ver! haha Me pareceu tão maluco, mas tão maluco, que achei interessante. Eu adoro coisas absurdas, se eu enxergar como uma coisa propositalmente absurda, claro, só não pode ser muito grande, senão perde a graça. E Glee é praticamente o que tu descreveu aí e a gente adora! xD Mas fiquei curioso mesmo pela sua impressão ser tão negativa e pra ver se eu veria de uma forma diferente, seria muito curioso se eu gostasse, e engraçado (6) E fiquei querendo saber qual é o presente também, apesar de já imaginar o que seja… tsc

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