picasso & braque vão ao cinema #festivaldorio

Picasso & Braque Vão ao Cinema (Picasso & Braque Go To The Movies), de Arne Glimcher. EUA, 2008

Uma das coisas boas do Festival do Rio é assistir a filmes que, provavelmente, pouca chance temos de assisti-los em outra ocasião. Picasso & Braque Vão ao Cinema é um desses – e um bom título como esse ajuda a destacá-lo em meio a enorme programação. Pena, pois o documentário em questão, apesar de sua brevidade – são apenas 62 minutos! -, é uma aula rica sobre o diálogo – e ignorem minha ignorância, desconhecia-o por completo – entre dois segmentos artísticos: o construtivismo pictórico de Picasso e Braque e os primeiros filmes do cinema. Um dos produtores, Martin Scorsese, inicia o estudo que conta com participação de artistas, estudiosos e cineastas, todos a fim de esclarecer para o espectador em quais circunstâncias e de que forma a tal relação se estabelece.

O documentário requer atenção, e Arne Glimcher favorece ao optar por uma edição quase sem  fragmentos, assim cada entrevistado fala ininterruptamente para a câmera, tendo sua imagem substituída apenas por algum material que ilustre seu discurso. Desta forma, Picasso & Braque oferece um farto conteúdo da produção do início do cinema, a qual, além de ser um deleite por si só, contribui perfeitamente para o foco principal do filme. Tanto Picasso como Braque descobriram  cinema e por ele se apaixonaram. Desde pintar o que assistiam na tela, a cinematografia da época influenciou, direta ou indiretamente, da luz de seus quadros até a tensão entre movimento e estaticidade carregada pelas pinturas – a famosa “Les demoiselles d’Avignon” é estudada detalhadamente nesse aspecto. Mas não menos importante, o filme é uma análise sobre como esses artistas, diante de uma nova e revolucionária ferramenta, capaz de registrar a passagem do tempo e a explosão de movimentos, também incitaram, pela pintura, uma nova forma de ver o mundo.

nota 8,0

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  1. Scorsa! *-* Uma foto do Scorsese e um título desses é o que há de adorável em um post, haha. Esse parece do tipo que eu assistiria babando, fiquei curiosíssimo. E também não conhecia esse diálogo, mal, mal conheço Braque e Picasso, rs. Mas deveria saber disso… shame on me :( Deve ser quase impossível conseguir vê-lo fora do festival, mas me pareceu NECESSÁRIO, vou ficar esperto pra ver se consigo. [esse post já quase conseguiu me fazer chorar…]

  2. Pingback: filmes do #festivaldorio « receio de remorso


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