julie e julia [2009]

(Julie & Julia, Nora Ephron, 2009) Sempre suspeitei dos 123 minutos de duração de Julie e Julia. Parecia longo demais para um filme nos moldes convencionais de Nora Ephron. Não estava errado, é mesmo muito tempo para contar uma história que poderia até ser mais agradável se mais enxuta. O início, por um lado, reserva boas expectativas com a história de Julia, seja por Meryl Streep, por Stanley Tucci, pela reconstrução de época bonita e elegante, surpreendente pelo o aspecto visual que atribui a este segmento;  por outro, o núcleo de Julie se agarra numa história comum, da mulher que irá encontrar em alguma atividade, que nada tem a ver com seu trabalho, uma fuga da rotina diária e, no fim do filme, um sentida na vida. O que há de interessante na relação entre as duas personagens é a grande importância de Julia para as decisões de Julie. Para o espectador, que acompanha as duas histórias paralelamente, essa forte relação se justifica ao passo que as semelhanças entre elas  se evidenciam. A edição favorece com os jogos visuais que unem os diferentes tempos narrativos, Streep entrega mais uma interpretação digna de premiações – e preciso ser redundante e atribuir a ela a maior qualidade do longa -, Amy Adams é sempre cativante e Stanley Tucci, um coadjuvante seguro e de destaque. Mas, por que  tanta demora para o final já sabido? Ainda que a participação de Jane Lynch seja triunfante, o surgimento de sua personagem contribui em nada para o desenvolvimento do mote principal, da mesma forma que o longo processo de produção do livro de Julia podia ser reduzido e a culinária ganhar mais espaço. Deu pra gargalhar na cena da cebola, mas também pra ficar entediado em algumas outras que viriam em seguida.

nota | 7

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  1. É um filme bonitinho mesmo, deu pra dar algumas risadas e até se emocionar em alguns momentos. Vale mais pela Meryl Streep, sempre maravilhosa.

  2. Nossa, é grande mesmo, 123 min? não lembrava que era isso tudo. É um filme bem agradável, mas fica essa sensação que sobra muita coisa mesmo, essa parte do livro é muito extensa, e apesar de amar a Jane Lynch, tanto a personagem dela quanto a subtrama que criam em cima dela são dispensáveis, como você apontou. A melhor coisa é mesmo a Meryl e o Stanley Tucci, eles fazem um ótimo casal, extremamente cativantes. A Amy Adams também é encantadora, mas me interessei mais pela história da Julia. No final a gente fica meio assim: “foi legal, mas que bobinho, né?” xD. dei nota 7 também.

  3. É bem isso o que tu disse mesmo…
    e se não fosse o elenco (incluindo Adams, que está bem sim – só que tem um personagem sem graça), seria completamente passageiro.
    e go Streep, go!

  4. Concordo totalmente. Talvez ‘Julie e Julia’ tenha perdido muito por causa do seu tempo. Adorei você citar o trabalho de montagem do filme que é um dos aspectos que ajudam o longa a caminhar com mais força fora Meryl que é imbátivel em qualquer papel. E Tucci e Lynch ótimos, mas com pouquíssimas relevâncias.

  5. Meryl Streep ilumina este filme. Que atriz! Amy Adams também está ótima, mas sua história não é nem de longe tão interessante quanto a de Julia. O filme é bom por espertezas ocasionais e pelo charme frequente, mas no fim das contas sua leveza torna-se prejudicial.

    Nota 7.5


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