museu da imagem do cinema #6

O Museu da Imagem do Cinema permaneceu alguns meses de porta fechada, mas hoje ele retorna às suas atividades normais, com no mínimo uma obra nova a cada mês. As obras, para quem não lembra – apesar do título do museu ser muito sugestivo -, são aqueles frames que dão vontade de emoldurar e pendurar na parede. Aqui, o interesse na história, nos atores, no roteiro, na trilha sonora é diminuído, o que importa, unicamente, é o apuro visual. É uma maneira de valorizar o que o cinema tem de melhor a oferecer.

________________________

mic_thefall

Dublê de Anjo [The Fall, 2006]
de Tarsem Singh

Escolher um único frame de Dublê de Anjo é tarefa de enlouquecer, de completa indecisão e incerteza, já que ao optar por um, poderemos encontrar outro mais bonito minutos depois. Desde a cena inicial, em que o preto e branco e a câmera lenta fazem um conjunto visualmente irrepreensível, até a última, o filme se revela como um exemplar raro por sua estética, capaz de surpreender a cada nova sequência pela criatividade da simbologia de suas cores, formas, enquandramentos, locações; Dublê de Anjo é um grande apanhado de jogos visuais, renova sua beleza diversificando o uso de seus elementos. Quando o espectador acha que já viu tudo, o filme trata de revelar ainda mais seu apuro estético. Em um momento, as locações – que parecem de um lugar que o homem ainda não havia alcançado – sufocam os atores, reduzidos pontos minúsculos na tela; em outro, as cores vibrantes dos figurinos se harmonizam ou se contrastam com a magnitude de cenários únicos para a narrativa em questão. Mediante a tudo isso, qualquer lamento sobre sua ausência nos cinemas brasileiros não é suficiente. Pode não ser o melhor filme do ano, mas é o mais bonito.

Visite a galeria completa aqui.
Anúncios

  1. Dublê de Anjo, é um filme no minimo denso e profundo e que deveria ser visto por todos, sem ser esquecido por ninguém, uma vez que muitos cinéfilos comentaram sobre o filme!

  2. Nunca nem tinha ouvido falar nesse filme (pois é), mas essa imagem que você escolheu é realmente belíssima e instigante, e se ele tem várias dessas, vale muito ser conferido. Um filme que consiga ao menos deslumbrar o espectador pelo seu aspecto visual já justifica sua existência, por mais superficial que isso possa parecer, cinema é, essencialmente, imagem. E esse filme é com o Lee Pace, né? sou muito afim de ver algum filme com ele.

  3. Como aparentemente não vi esse filme, vai um comentário beeeem idiota: esse frame me lembrou aquelas fotos que a gente tira do 3º andar em direção ao hall do CCBB… claro que mais bem produzida xD

  4. Cleber, concordo com os adjetivos, mas eu pensei que fosse gostar mais. Mas tem uma história muito bonita. []s!

    Matheus Rufino, linda, não? É só um aperitivo, tem coisas tão belas quanto. Foi uma dúvida optar por ela. Neste caso, o filme não é superficial, é bastante bonitinho e diferente. E sim, é com o Lee Pace. Quase que pego qualquer frame que ele aparece. xD Que coisa é aquela??!! Enfim… []s!

    LeonardoDMS, com MUITO esforço, lembra sim. xD []s!

  5. The Fall não é o melhor filme desse ano …
    Foi do ano passado junto com Onde os Fracos Não Tem Vez. O filme é só uma frase … “A ARTE PELA ARTE”.

    Candidato forte a entrar no top da decada …

  6. Tommy, obrigado! Irei linkar o Cinemagia aqui também. Graças a ele fiquei sabendo de vários eventos legais que acontecem no RJ. []s!

    Kau, não é pra tanto. xD []s!

    João Paulo, o filme só chegou ao Brasil este ano, e direto em DVD somente, por isso a minha frase. E o considero mais bonito que bom. []s!

  7. Realmente esse filme funciona como uma bela obra de arte! Cada imagem parece ser milimetricamente planejada, uma produção em que o aspecto visual tem grande importância.

  8. Quando eu vi o nome do filme ali pensei logo no que você disse na primeira linha do texto. “Escolher um único frame de Dublê de Anjo é tarefa de enlouquecer, de completa indecisão e incerteza, já que ao optar por um, poderemos encontrar outro mais bonito minutos depois.”
    Não exatamente assim, mas foi essa a idéia. hahaha
    o filme é belíssimo!!!

  9. Os frames deste filme são, realmente, orgasmáticos! Sublimes! E este aí com certeza é um dos mais impactantes. E é também, talvez, minha cena preferida da obra.

  10. Vinícius, exatamente. Dá pra notar um cuidado enorme com os mínimos detalhes. []s!

    Marcel, adoro quando concordam comigo. hehe []s!

    Weiner, vale principalmente por isso. Não achei tão bom, mas é de uma beleza tão grande que já valeria a pena. []s!

    Wally, eu fiquei muito em dúvida com a cena do Alexandre, aquela no começo. E a da ilha. Enfim, muito difícil escolher. hehe Agora imagine isso num cinema? []s!

    Robson, então vai fundo. É fácil encontrar na internet. []s!

  11. Sou mais uma “vítima!” da beleza, profundidade e complexidade desse filme que se tornou o meu favorito. Amei o filme! A história e os cenários são lindos, sem contar a gracinha da Catinca como Alexandria, ela não parecia que estava atuando. Realmente, esse filme tinha que ter ido para o cinema e vou indicá-lo para passar no cinema da biblioteca.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s