o milagre chegou aos cinemas

milagresantaluzia

O Milagre de Santa Luzia é um daqueles filmes brasileiros por excelência. Não é apenas mais um lançamento do cinema nacional, mas um filme que revela um Brasil real, a essência e a identidade de diversos cantos do país. Desta vez, porém, há um elo de ligação entre toda a heterogeneidade cultural brasileira, um instrumento que unifica e rompe os limites de fronteiras e deixa o cangaceiro nordestino tão próximo do gaúcho ou do paulista, ainda que a disparidade do cenário, das roupas, dos costumes sejam notáveis. É a presença onipresente da sanfona – ou gaita, ou acordeon – que torna o longa de Sérgio Roizemblit muito mais que um simples documentário “road movie”.

Não que o filme não funcione também como uma agradável aula visual de geografia. Mas é sobretudo um documentário musical, não com a missão de explicar a música ou a sanfona, mas de varolizar e apresentá-la. Com a presença de Dominguinhos, o diretor mostra ao público os sanfoneiros espalhados pelas regiões do país em depoimentos tomado por uma paixão contagiante pela música e pelo seu instrumento. Paixão também do próprio cineasta, que – devido ao conhecido sistema – hoje depende de uma quantidade irrisória de salas de cinema para exibir um material fruto de 10 anos de trabalho.

E por conta disso, é lamentável a quantidade de pessoas que terão acesso a um filme como O Milagre de Santa Luzia, um documentário que enaltece o cinema e a música brasileira, com imagens incríveis ao som irresistível da sanfona.

O filme segue primeiro no circuito Rio-São Paulo para depois estrear em outros estados. Seja lá de onde você for, não perca a oportunidade de assistir um dos melhores lançamentos nacionais do ano na tela grande. Para os amantes de músicas e/ou de cinema.

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  1. Jeff,

    talvez esse documentário tenha mais significado ainda pra mim do que pra você. Ele exalta as raízes do meu povo, as raízes da minha terra. A cultura nordestina, a cultura sertaneja tão presente em qualquer interior do nordeste. Portanto, espero ansioso pelo lançamento aqui no RN e, de quebra, ainda levarei meu avô!

    Abraço!

  2. Interessante essa opção dele de percorrer todo o país para descrever a cultura desse instrumento e de seus músicos ao invés de focar em uma região, e é uma supresa pra mim saber que ela está presente em todos país, e não só no norte e nordeste como eu imaginava. O que a primeira vista pode parecer um longa regionalista ganha um aspecto mais amplo, seu texto foi esclarecedor nesse sentido. Uma das minhas falhas cinematográficas mais graves é de não assitir a quase nenhum documentário, não é que eu tenha algo contra, é por acaso mesmo. Esse deve ser pouco provável de estrear aqui, mas se eu tiver oportunidade, verei com certeza.

  3. Pelo jeito deve demonar bastante para chegar aqui, o que de certa forma me irrita visto que nada de bom do cinema nacional surgiu na minha cidade em 2009.


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