oscar 2009 | melhor montagem

Categorias já comentadas | Melhor Canção Original | Melhor Figurino | Melhor Mixagem e Edição de Som | Melhor Direção de Arte | Melhor Maquiagem

oscar_montagem

Outra categoria muito correta a qual não tenho do que reclamar. Aliás, este é um prêmio que Quem quer ser um milionário? merece levar – e não há dúvidas sobre sua vitória. A edição é a grande qualidade do filme, podendo ser notada como tal logo nos primeiros minutos, quando mescla dois momentos  narrativos diferentes de uma maneira orgânica e que favorece a direção ágil de Danny Boyle. O editor Chris Dickens não só orquestra as cenas corretamente como faz da narração não-linear um dos principais contribuintes para o clima envolvente e tenso do filme. Outro longa que atrai deveras pela edição é Milk. Para contar a história de Harvey, Gus Van Sant utiliza imagens de arquivo que se entrelaçam harmoniosamente com o trabalho captado pelo diretor: a repulsiva Anita Bryan, por exemplo, se torna um personagem como qualquer outro da história somente com suas cenas reais inseridas no filme. Assim como os já citados, O Curioso Caso de Benjamin Button é uma enorme analepse que, ao meu ver, não foi a melhor maneira de contar a história. Entretanto, a culpa é mais do roteiro que da edição, a qual só tende a seguir o estilo clássico empregado pelo texto; porém, gosto muito daquela cena em que Button conta uma série de acontecimentos envolvendo pequenas histórias principalmente pela montagem. Frost/Nixon segue um pouco a tendência de documentário de Milk, mas com depoimentos gravados com os próprios atores. Utiliza também imagens reais de televisão não como muleta narrativa, pelo contrário, seu uso é dosado e sempre a favor de contextualizar a história. Assistindo recentemente O Cavaleiro das Trevas pela terceira vez, a montagem me incomodou levemente no primeiro ato, quando vai de uma cena a outra de forma muito seca, o que acaba por romper suas sensações repentinamente; em contrapartida, o resto do longa inteiro é dominado por uma montagem eficiente ao salientar o duelo entre o Batman e Coringa e fazer suas quase três horas de filme parecer uma.

Trocando em miúdos…

| Os indicados
– Batman – O Cavaleiro das Trevas, por Lee Smith
– Frost/Nixon
, por Daniel P. Hanley e Mike Hill
– Milk – A Voz da Igualdade
, por Elliot Graham e Gus Van Sant
– O Curioso Caso de Benjamin Button
, por Kirk Baxter e Angus Wall
– Quem Quer Ser Um Milionário?
, por Chris Dickens

| O que mudaria
Nada

| Meu Oscar vai para…
Quem Quer Ser Um Milionário?, por Chris Dickens

| And Oscar goes to…
Quem Quer Ser Um Milionário?, por Chris Dickens

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  1. Concordo. Acima da direção e do roteiro de Quem Quer Ser um Milionário? está sua edição. É o melhor aspecto do longa e não vejo nenhum outra que possa tirar esse Oscar dele. Também concordo quando você diz que se incomoda um pouca com a edição de TDK, comigo aconteceu o mesmo. Em Benjamin Button também há algumas coisas desnecessárias, mas de forma alguma sua montagem é ruim.

    Também não mudaria nenhum dos indicados.

    Abração!

  2. Acho que “Slumdog Millionaire” é (de longe até) o melhor dessa categoria. Durante todo o longa, vemos que o uso da montagem foi de extrema importância para a trama, utilizando esse recurso muito interessante de unir situações em tempos diferentes. Gostei da seleção do Oscar nesse ano, mas “O Lutador” entraria fácil na minha.

  3. concordo com a maioria, ‘slumdog’ deve se destacar nessa categoria. como o alexsandro disse, sua montagem é o melhor aspecto do filme, tem ritmo contemporâneo, cortes rápidos, característico da obra de boyle como em ‘millions’ e ‘trainspotting’

  4. Não vi “Frost/Nixon” e “Milk” ainda, mas sem dúvida o prêmio merece ser dado à “Slumdog Millionaire”. A edição do filme de Boyle, junto com todo o conjunto sonoro (canção, edição, mixagem e trilha sonora) formam aqueles aspectos que não se pode dar as costas. São brilhantes.
    Um abraço, Jeff!

  5. Jeff, provavelmente o prêmio já é mesmo de “Quem Quer Ser Um Milionário?, mas a montagem é o aspecto que mais me incomodou no filme. É claro que todo o vai-e-vem é muito bem orquestrado por Boyle, mas as sequências que se unem a aquela da pré-adolescência do personagem central me deixou bem incomodado.


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