o segredo de brokeback mountain

Quinta-feira, dia 22 de janeiro, completou um ano em que o cinema está sem o talento de Heath Ledger. Ainda que tenha se despedido em grande estilo com seu inesquecível Coringa, é triste não podermos contar com mais trabalhos desse ator versátil que, mesmo ido precocemente, deixou seu legado na arte do cinema. E se não fosse por sua atuação em O Cavaleiro das Trevas, sua atuação como o caubói Ennis Del Mar seria a minha favorita. Por isso, resolvi matar a saudade revendo O Segredo de Brokeback Mountain e compartilho assim minha opinião sobre este que é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos.

___________________________

bbm1

Enquanto revia Brokeback Mountain para escrever esse texto, fui premiado ao ouvir o comentário “Ai, que coisa horrível, Deus que me perdoe” por alguém que passava na sala em uma das cenas de beijo entre os dois atores. Certa vez, conversando com um outro alguém sobre o filme, disse o quanto eu gostava do longa, ao contrário da pessoa com quem falava, e perguntei se ela não havia torcido para que os dois caubóis ficassem juntos. A resposta foi “Claro que não, preferia que eles morressem”. O pior é que não foi em tom de brincadeira. Mas também já ouvi que homossexuais não se amam de verdade [!!!], que homossexualidade é uma escolha ou coisa do diabo; então ainda que seja sempre lamentável ouvir esses equívocos, difícil não se acostumar com eles.  Até porque acredito que a sociedade nunca pensará diferente sobre o assunto.

Em 2009, a forma como as pessoas encaram o tema não é diferente como no ano de 1963, período em que se tem início a obra de Ang Lee. Não sabemos exatamente o que os dois homens fazem aguardando em frente a um trailler, mas apenas com esses poucos minutos de fita, a natureza de cada um já se revela demasiadamente díspar, algo que vai se tornando ainda mais claro a partir que conhecemos melhor os dois personagem. Enquanto Jack Twist encara Ennis Del Mar a espera de um simples aceno ou qualquer pequeno gesto que valha como cumprimento – afinal, ambos esperam no mesmo lugar pela mesma oportunidade de emprego -, este permanece a olhar para baixo com o cenho fechado, quase encoberto pelo chapéu. Como era de se esperar, o primeiro contado verbal entre os dois dá-se por inciativa de Jack, quando Ennis Del Mar é econômico nas palavras até mesmo ao se apresentar, se limitando apenas em dizer seu primeiro nome.

A atuação de Heath Ledger é daquelas que deixa claro o trabalho do ator em cima do personagem, tomando ciência de sua psique e não apenas reproduzindo falas do roteiro. Ledger faz de seu personagem alguém introspectivo que parece pronunciar cada palavra com um pesar tamanho, realçado pela voz grossa e pesada, como se falasse para dentro, empregada pelo ator. Quando rompe com seu silêncio, olhar nos olhos do outro parece uma tarefa tão dura quanto a sair de seu comportamento taciturno. Por sua vez, Jake Gyllenhaal entrega um personagem completamente diferente em todos os aspectos de Ennis Del Mar. Se não fosse por Jack Twist, seria provável o período de trabalho dos dois caubóis ser dominado pelo silêncio. É sempre através de Jack a iniciativa de conversarem sobre a vida pessoal de cada um e como se comporta de forma sempre mais aberta com as pessoas.

Da mesma forma, Jack Twist não somente tem noção de sua sexualidade, como já a aceita completamente. Já Ennis Del Mar, particularmente, nem acredito que seja propriamente homossexual. As pessoas costumam rir quando eu falo isso, mas vejamos – esse, aliás,  é um dos pontos que acho mais interessante no roteiro, adaptado por Larry McMurtry e Diana Ossana do conto de Annie Proulx. Ennis Del Mar em nenhum momento do filme parece sentir atração por outro homem que não seja Jack Twist – algo que não acontece com este último, o qual procura em determinado momento saciar seu desejo por homem e decide viver com outro companheiro, como é informado por seu pais no fim do filme -; acho até que se ambos não tivessem se conhecido, Del Mar não teria desenvolvido um desejo homo por outro rapaz. Os instantes vividos com Jack parece um bálsamo, um refúgio, um exílio diante sua vida insatisfeita  [inclusive sexual] com sua mulher, e daí surge o amor [uma força da natureza] por Jack, não necessariamente por ele ser homem, mas por ter encontrado nele amor de verdade.

bbm2

Aí entra o principal ponto do filme e o que me deixa mais angustiado – assistir Brokeback Mountain e ficar deveras mal são duas coisas interligadas [que se repete não importa quantas vezes o assista]. O preconceito da sociedade sempre é muito repressivo em qualquer relação homossexual e o filme deixa isso muito evidente. Vai além mostrando crimes fatais oriundos de uma homofobia sempre irracional e intolerante. O personagem de Ledger ainda possui uma lembrança de infância que o faz temer ainda mais que essa violência faça parte diretamente de sua vida e de Jack, sendo esse um dos motivos para negar os planos de se estabelecerem como um casal, morando e vivendo juntos. Porém, o maior medo de Ennis vem dele mesmo. Em sua última briga com Jack, chega a dizer que não aguenta mais isso, deixando claro que, apesar de amá-lo, lutava para inibir o sentimento que nutria por um homem. Em todo o momento, seu maior medo era de sua própria natureza, sua vontade era deixar de sentir o amor que o mudou [ao menos com Jack, ele não se mostra mais a pessoa carrancuda no início do longa] e o faz verdadeiramente feliz.

E qual a relevância do sexo do outro para amar de verdade? O que impede surgir um sentimento verdadeiro entre duas pessoas do mesmo sexo? Quem ditou que esse amor, que nada difere dos outros, não é natural? Ennis percebeu isso tardiamente, mas percebeu. Acredito que o inesquecível “I swear” que encerra o filme seja a comprovação disso. Ele pergunta para sua filha, que está prestes a casar com um rapaz que conheceu há apenas um ano, se o ama de verdade. Após sua confirmação, Ennis decide ir ao casório da filha por acreditar, somente após viver, no amor sincero, o qual independe de tempo, gênero e qualquer outro fator. Ele jura amar de verdade, jura ser verdadeiro com seus sentimentos, jura não permitir que o medo impeça viver seu amor.

Mais do que um romance entre dois homens, Brokeback Mountain narra uma história sobre as dificuldades que o ser humano pode impor para si de amar e ser feliz, quando a única maneira de romper esse medo é amando de verdade. E escolher dois homens para viver esse amor parcialmente reprimido poderia arruinar uma premissa lindíssima se não fosse tratada da maneira como foi. Além de não se apropriar de nenhum esteriótipo, a sensibilidade que Ang Lee confere ao longa é inefável. O primeiro ato é de um primor técnico incrível; Lee narra tudo lentamente, deixa o silêncio dominar em grande parte do tempo – refletindo o estado em que ambos os personagens se encontravam inicialmente – e aproveita as paisagens para inserir uma beleza natural indizível ao longa, filmando a montanha Brokeback com planos  panorâmicos e outros mais detalhados e fechados, para apresentar ao espectador o lugar mais importante para o romance dos personagens.

Não vou conseguir dizer o quanto gosto da trilha sonora composta por Gustavo Santaolalla [definitivamente, um dos melhores compositores da atualidade] e o quanto esta enriquece as belas imagens valorizadas pela perfeita fotografia de Rodrigo Pietro. Ela é tão econômica e simples, sendo praticamente toda composta por cordas, mas possui uma presença incrível e valoriza ainda mais o lirismo que Ang Lee busca com suas cenas, resultando num trabalho harmônico de som e imagem perfeito, o que faz  de Brokeback Mountain um longa profundo e sensível não apenas devido ao tema, mas um longa profundo e  sensível justamente pelo tratamento conferido ao tema.

Sempre quando me arrisco a escrever sobre meus filmes favoritos [como foi anteriormente com Laranja Mecânica], acabo sendo prolixo sem dar a real dimensão da minha grande admiração pela obra. Sinto que novamente isso aconteceu. Mas sabia que iria ter essa sensação ao chegar ao fim do texto. Porque Brokeback Mountain é um dos exemplos máximos de filme que precisa ser sentido para ser adorado. É um desses filmes que me faz amar o cinema e viver um exílio curto, de um pouco mais de duas horas, mas onde sou tomado por sentimentos intensos e sentimentos nunca são fáceis de serem descritos. Para Ang Lee, deve ser fácil pôr sentimentos em imagens. Pois Brokeback Mountain é uma ode sobre o amor e, acima de tudo, cinema da maneira mais genuína e verdadeira.

nota | 10
mais informações | imdb

Anúncios

  1. “Sempre quando me arrisco a escrever sobre meus filmes favoritos, acabo sendo prolixo sem dar a real dimensão da minha grande admiração pela obra”. Olha, na verdade eu acho que acabo de ler o melhor texto sobre esse filme! Você sabe que eu sou fã de “Brokeback Mountain” (é meu terceiro filme favorito em todos os tempos e vez ou outra o cito no blog) e a forma como você o comentou foi excepcional. Lembrei de cada cena agora, obrigado!

    E realmente é complicado aceitar a opinião de algumas pessoas em relação a esse filme, na maior parte das vezes cheia de precocenito. Grande abraço!

    • Vini, ouvir esse elogio de um grande fã do filme me deixa feliz – mesmo não concordando. hehe Muito bom saber que tem pessoas que admiram o filme tanto quanto eu, porque não é muito comum ver alguém dizer que BBM é seu terceiro filme preferido de todos os tempos, né? Isso é muito legal. É o meu top 4, mas no fim das contas não faz muita diferença a posição, importa mais a nossa impressão e o que o filme nos passa. E Vini, o maior problema são as pessoas deixar de admirá-lo como cinema devido ao preconceito – e mais ainda, deixar de assisti-lo por conta disso [conheço várias assim]. Lamentável. []s e valeu!

      O Cara da Locadora, eu tento arriscar de vez em quando. Confesso que quando terminei o texto deu vontade de apagar. hehe Faltou falar um monte de coisas e tudo mais, mas enfim. Eu senti a mesma vontade de revê-lo ao escrever sobre – ainda mais que ao fazê-lo ouvia a trilha e aí, pronto. hehe Incrível com a trilha consegue trazer cada sensação do filme. Quanto ao preconceito, não dá pra negar que você tem razão e talvez eu esteja sendo um pouco pessimista. Mas tiro pelas pessoas próximas a mim [família, inclusive – e principalmente] que possuem um pensamento tão imutável em relação a isso, enraizados em idéias tão anacrônicas e religiosas. E a sociedade como um todo não é diferente. Estamos evoluindo? Sim, há um tempo era bem pior. Mas ficar bom acho difícil. []s e ótimo final de semana também!

      Leonardo, até te empresto o dvd se quiser. hehe Agora eu tô com vontade de rever Crash para escrever um texto especialmente pra você. (6) xD Você é meio herege, mas é meu amigo, então eu tenho que aceitar essas suas opiniões estranhas. xD Zoa. Só em ter reconhecido grandes qualidades do filme já é ótimo e me deixa feliz. E que bom que gostou do texto! =) []s!

      Eddyx, eu começo a chorar a partir da morte do Jack. xD A partir daí vem um sucessão de lágrimas que chega no seu ápice no momento que você citou. hehe E já o assisti 3 vezes e meia [na meia só peguei o final] e sempre acontece isso. Quando tô mal e quero me afundar mais é só eu assistir ao filme. Valeu por ter gostado. =) E finalmente deixou seu blog. Visitarei. []s!

  2. Eu costumo não ter coragem de escrever sobre meus filmes preferidos (e incluo esse na lista, com certeza) exatamente por ter medo de não sàir à altura. Você conseguiu colocar no papel os sentimentos que a gente costuma sentir. Nem tenho muito o que falar, o filme é lindo, emocionante e realmente é de deixar mal qualquer um, mas me deu vontade de ver novamente. Acho que o Coringa do Ledger não superou o Ennis, ficou no mesmo patamar e é uma pena que ele não tenha ganho o Oscar nessa obra para poder recebê-lo pessoalmente. Só uma pequena cosita que eu discordo, o preconceito é socialmente contstruído e pode ser desconstruído com muita luta e esforço (esse filme faz parte dessa luta), os negros são alvos de muito preconceito ainda (mas nada como o apartheid como antes), os índios são alvos de preconceito mas não são considerados sem-alma, entende onde eu quero chegar? A sociedade anda a passos de formiga, principalmente sem um grupo organizado para fazê-la mudar, mas anda… Abraços e um ótimo final de semana…

  3. É, foi um texto longo, mas de bastante prazerosa leitura. Nem foi tão prolixo assim hehehehe

    Apesar de não estar figurado entre os meus filmes favoritos (mesmo achando um bom filme), considero Jack Twist e Ennis Del Mar um dos casais mais marcantes do cinema. Palmas para Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, e Ang Lee, claro.

    Ah, e palmas para Jeff, pelo grande texto. Vou ver se assisto de novo pra ver se minha opinião muda.

  4. Realmente o filme é fabuloso. Assisti só uma vez, fiquei com um nó na garganta, até esbocei um lágrima no final do filme, quando o Ennis organiza a camiseta e a foto no armário.
    Definitivamente eu não achei o seu texto prolixo, pelo contrario, muito bem redigido. A clareza de todos os seus argumentos que me impressionaram. Você deveria escrever mais.
    Quero assistir mais uma vez em DVD.
    Abraço.

  5. Primeiro queria dizer que concordo com O Cara da Locadora.
    A sociedade muda. Demora, mas muda.
    O ruim é quando você faz parte de um “grupo” dito como o “errado” e a única coisa que se pode fazer é esperar que a forma de pensar das outras pessoas mudem.
    Felizmente a do Ennis mudou, pena que foi tarde demais.
    Espero de coração que a forma de pensar das pessoas reais não demore muito.

    Mas falando de Brokeback….
    Quando aluguei o filme não criei muitas expectativas, esperava um filme tão bom quanto Hulk (é, gostei de Hulk, dá licença?). E que surpresa!!! Tanto com a belíssima história, quanto com minha reação. Não que eu fosse/seja homofóbica – nunca tive problemas com homossexualidade -, mas eu esqueci totalmente que eram dois homens, vi apenas amor entre dois seres humanos. O filme me tocou bastante.
    Enfim, não há muito o que falar depois de tudo que o meu amigo disse.

    E chorei, confesso. Como não chorar com o Ennis abraçando as camisas??

  6. lembro q qdo assisti brokeback no cinema nao gostei mto, nao pelo tema, mas achei a história um pouco arrastada. hj compreendo que a estrutura narrativa do longa cabe bem em seu contexto e consigo perceber as entrelinhas da relação entre os cowboys… e sobre as pessoas enxergarem uma relacao homo como antigamente eu discordo. felizmente as coisas tem sido mais faceis hj. o preconceito continua existindo, mas nao ocultamos o assunto ou fingimos que socialmente ele nao existe. politicamente já é aceito como tema de debate, legalmente já se discute uniao civil e adoção, direitos que antes nem eram questionados. felizmente estamos numa epoca de transicao e espero q gerações futuras lidem cd vez c maior naturalidade c o assunto…

  7. Ficou muito bom o texto, eu não gosto muito de escrever sobre os filmes que eu mais gosto, as vezes até tento mas no final sempre acho que não ficou bom e acabou não usando o texto. Brokeback Mountain é um dos melhores filmes do cinema contemporâneo sem duvidas. Ler o seu texto me deixou com vontade de rever o filme, que por sinal ganhei de presente em meu aniversário e até hoje não tirei do plástico! kkkk

  8. Olha, eu gosto muito de “brockeback Mountain” também, sendo ue o único erro, na minha opinião, foi a construção do personagem de Jack Twist, que deixou-o um pouco “atirado” demais, se é que você me compreende. Espero qu não encarem este comentário como preconceito, mas o posicionamento do personagem de Gyllenhaal quando Ledger não o satisfazia era revoltante. Isto, ao meu ver, fez o filme perder parte do romance que defendeu desde o início. Mostrou o homem em busca de sua satisfação pessoal, ignorando a fidelidade que deveria mostrar. Afinal, não é assim nsais belas histórias de amor? Ocorrem impedimentos, que são vencidos de maneira mais “romântica”. E que peninha que eu tinha da Michelle Williams, coitada… Enganavam a coitada!…. ;)
    Agora, sobre a morte de Ledger, só posso dizer que tenho saudades de seu talento. Muitas saudades.
    Abraço, Jeff!

  9. Suzi, não sei se sabia, mas não tenho nada contra o Hulk do Lee. hehe Ó, não nutro muito apreço, mas não o odeio como a maioria das pessoas. Acho que sempre fui meio indiferente quanto ao filme antes de assisti-lo… na verdade, nem me lembro! Acho que só o queria ver por causa do Oscar. E pena que nem todos encararam da mesma forma que você, Suzi. Já vi o filme com pessoas fazendo “sons de repulsa” nas cenas de beijo e “sexo”, algo nada vulgar, vale dizer. Mas sei que você também não tem uma boa experiência quanto a isso. E a sociedade muda? Vamos aguardar então. []s! E sim, impossível não chorar nessa cena. ^^

    Lucas, já ouvi muitas pessoas chamaram o filme de “parado”; eu não sei se elas queriam explosões, perseguições de carros e coisas do tipo. Já eu, acho o tempo da narrativa perfeito. / Eu não sei quem disse isso, Lucas, mas não fui eu. O que disse é que não acho que a sociedade um dia verá a homossexualidade como algo natural, normal. Ok, posso estar exagerando, mas caso mude, irá demorar muito mais. Sem dúvida, mudou demais. Em alguns países já é possível adoção de crianças por casal homo, casamento, direitos civis e tudo isso que você disse. Não discordo de você. Mas quando será o momento em que duas pessoas do mesmo sexo poderão se beijar numa praça pública ou andar de mãos dadas em QUALQUER lugar tendo certeza que não sofrerão nenhum tipo de represália social? Quando a grande maioria dos países irão liberar todos os direitos para casais homo? É para isso que acho que falta muito, muito, mas muito tempo mesmo. []s!

    Marcel, obrigado! Era o que ia fazer, mas o blog precisava ser atualizado e decidi postar, hehe. Mas tem certeza que gosta muito do filme?! Ainda não o tirou do plástico! xD Coincidentemente também ganhei de presente, aquela edição lindona dupla. hehe []s!

    Weiner, eu acho que não te entendi direito. hehe Vejamos: você diz satisfazer sexualmente ou satisfazer a vontade de se verem com mais frequência, se estabeleceram e tudo o mais? De qualquer forma, eu discordo. Se estiver falando da segunda opção, acho que o Jack não exigia nada além do que o básico num relacionamento: tempo e atenção. Eles já se viam com um intervalo de tempo enorme, e o Ennis com o passar dos anos passou a criar ainda vários impedimentos para se verem. Para o Jack, não havia nenhum empecilho para morarem juntos num rancho como ele sugeriu. E realmente não havia, exceto o medo que o Ennis sentia. / hahahahahaha Confesso que também senti um pouco de pena também, hehe. E sim, saudades eternas do talento do Ledger. Muito obrigado pela visita e []s!

  10. Jeff, estava referindo-me à infidelidade de Jack Twist, se assim posso chamar. Era só o Del Mar fica muito tempo afastado dele e o Twist corria atrás de mexicanos, amigos da mulher, etc. Isso deixou a relação meio falsa, compreende? Acho, que, quando amamos alguém, e não somos correspondidos à nossa maneira, não precisamos necessariamente procurar sexo por sexo. A satisfação, naquele caso deveria estar em tentar dissolver os impedimentos, e só.
    Um abraço, Jeff!

    • Weiner, ah sim! Compreendo. Te dou razão pelas idéias e pela forma de pensar as coisas, mas não acho que o filme perde por isso. O Ennis mesmo mostrou ciúme na última briga deles [adoro essa parte]. O Jack pelo visto havia cansado da instabilidade do Ennis e ia até arrumar outro, né? Mas pare de frescura mesmo e dê 10 para o filme. hehehehe []s!

      Kau, obrigado, meu caro. =) Mas infelizmente tenho que dizer que não concordo com nada do seu comentário. hehe Já expressei no texto o quanto me agrada o trabalho de cada ator [principalmente o do Ledger] e não adianta repetir. Michelle Williams está mesmo excepcional, gosto dessas atuações em que se diz muito sem abrir a boca, e ela faz isso de forma brilhante. Impossível não sentir uma “dozinha” por ela. hehe []s!

  11. Jeff, QUE TEXTO! Simplesmente genial, sério!

    Bom, eu gosto bastante do filme mas não dou um 10, rsrsrsrsrs. Minha nota é 9,0 e vejo o mesmo problema que Weiner no personagem de Jake Gyllenhaal. Como eu já te disse, na verdade, não achei que este ator fez um trabalho tão formidável como ditam e nem mesmo atribuo este adjetivo à Heath. Este faz algo correto, profundo e complicado, mas acho que prefiria pelo menos umas 3 ou 4 atuações naquele ano. Os trunfos do filme, a meu ver, são três: direção, roteiro e Michelle Williams que, a meu ver, se faz a melhor do elenco!

    Em termos sociais, o assunto abordado no filme é complciado. Já expressei minhas emoções no texto à Get Real… hahahahahaha.

    Abraços!

  12. Esse é um dos filmes que praticamente entrou para a História do Cinema, um filme que contagia e ao mesmo tempo disperta um afeição especial pelos personagem, quando assisti pela primeira vez, era como se eu estivesse no filme e conhecesse os protagonistas, a vontade é de ajuda-los no seu romance secreto e dar todo apoio a eles, eu torci para que eles tivessem um final feliz juntos, mas não foi o que aconteceu, Ennis Del Mar(Heath Ledger) e Jack Twist(Jake Gyllenhaal) eles se amavam de verdade, porém esse amor proibido corria serios riscos. A infidelidade de Jack Twist era um estrago para o filme e quanto fidelidade de Ennis Del Mar era uma coisa muito bonita, ele queria realmente viver com seu amado, mas o medo falava mais alto. Porém no final do filme que ele percebe o quanto vale o amor.

    Esse filme mostra uma coisa que realmente o ser humano mais deseja, “o direito de amar “.

  13. “E qual a relevância do sexo do outro para amar de verdade? O que impede surgir um sentimento verdadeiro entre duas pessoas do mesmo sexo? Quem ditou que esse amor, que nada difere dos outros, não é natural? Ennis percebeu isso tardiamente, mas percebeu. Acredito que o inesquecível “I swear” que encerra o filme seja a comprovação disso.”

    Esse comentário representa a síntese do longa que, aliás, você analisou muito bem. Não achei seu texto prolixo, ao contrário,é bem didático e persuasivo.
    Concordo contigo que a atuação de Ledger foi a máxima do filme e, vou além, ao dizer que a cena do lago na qual Jack reclama da ausência do amante e Ennis chora de angústia e revolta contida é uma das cenas memoráveis da História do cinema. Antológica…

  14. Revi ontem o Segredo de Brockeback Mountain, estava passando Batman na TV e rever o Heath Ledger fez com que eu ficasse com saudades e a matei revendo BM, tentei comentar com alguns amigos e parentes sobre o filme, mas tudo que ouvi foi sons de “arghhhh” “eka”…Fiquei me sentindo mais uma vez um pato fora d´agua. Resolvi pesquisar na net sobre o filme e achei esse artigo…Cara! Impressionante como vc traduz em poucas – sim, pra mim ainda são poucas palavras – meu sentimento em relação a essa obra-prima de Ang Lee. Obrigada! Valeu d+++++++


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s