o dia em que a terra parou [1951]

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Se o O dia em que a Terra parou não fosse uma ficção e de fato um extra-terrestre chamado Klaatu de algum “planeta vizinho” nos fizesse uma visita a fim de tentar por ordem na casa, não estaríamos agora na melhor das situações. Não que hoje a humanidade viva em laços pacíficos entre uma nação e outra – e por isso o filme de Robert Wise nunca envelhecerá e,   sem querer parecer pessimista, já se tornou há tempos um retrato fiel das relações internacionais de qualquer década, passada ou vindoura -, mas se realmente, em 1951, Klaatu nos deixasse no dilema ou fiquem em paz ou esse planeta virará cinzas… Bem, seríamos um amontoado de pó pairando pela Galáxia.

Basicamente, a proposta [ou intimação?] deixada pelo simpático extra-terrestre de formas humanas é não haver exércitos, não haver guerras, não haver armas. Se em 2009 tal sugestão ainda é válida por mais utópica que pareça, na década de 1950, ápice da Guerra Fria e a tensão mundial devido às disputas bélicas entre dois extremos ideológicos que bipolarizaram as nações, a premissa da obra soa como sinal de alerta e mensagem de paz para uma época aterrorizada. É o cinema de tom messiânico e político, mas de forma simples e prática. O roteiro de Edmund H. Hunt, baseado na história de Harry Bates, é claro desde o início em passar seu recado em busca de uma melhor solução global e quanto a contextualizar o filme no período de sua produção. Há um cena – até engraçada, vale dizer [aliás, apesar do tema, o longa tem momentos bem descontraídos e só tende para uma maior tensão nos excelentes momentos finais] – em que uma certa personagem diz em tom de forte suspeita que a nave e o extra-terrestre teriam sido enviados por um “certo país”, deixando ainda mais claro a qual país se refere ao dizer que “não é preciso informá-lo” – sim, estamos diante de um filme é americano.

Contando com a trilha sonora sempre notável típica de Bernand Herrmann, Robert Wise, diretor de outros clássicos como A Noviça Rebelde e Amor, Sublime, Amor, dá o tom característico do gênero de ficção científica e, como já elogiei, intensifica ainda mais os últimos instantes da obra com sua direção precisa. Felizmente, até pela época e custo da produção, não é um filme de efeitos especiais; aqui, eles são usados apenas como recursos narrativos. O dia em que a Terra parou me pareceu muito superior do que imaginava. É um filme agradável, objetivo e carregado de questões ainda atuais e pertinentes. Agora posso ver o que a refilmagem me reserva.

nota | 8,5
mais informações | imdb
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  1. Jeff, eu realmente acho esta versão antiga melhor que a nova. Super interessante e, pra época, mega bem feita. Mas não nego que o ramake seja legalzinho…

    Abraços!

    • Kau, Adney, Vinícius: Como deu pra perceber, ainda não assisti ao remake, o que pretendo fazer em breve, tava só esperando ver o original. Agora que vi, fiquei com medo. hehe Não sei não, mas parece muito desnecessário e bem inferior. Quando assisti, coloco aqui minha opinião. []s a todos.

  2. O original é muito bom, mas o remake é horroroso. Todo o tom mais soturno e interessante do original se perdeu e temos um filme genérico com alguns momentos de cinema-catástrofe. Basta dizer que ua das poucas coisas que se salvam é o Keanu Reeves…

  3. Eu já comentei outra vez no blog que sou grande fã de “O Dia em que a Terra Parou”, inclusive acho que foi uma produção a frente de seu tempo. Espero que o remake não seja de todo ruim, mas obviamente não deve chegar aos pés desse. Abraço!

  4. discordo completamente do adney “Basta dizer que ua das poucas coisas que se salvam é o Keanu Reeves…” reeves se igualou ao nivel inexpressivo e apatico de um extra-terrestre, pq nao tem o minimo de controle ou qualidade tecnica em sua interpretacao… ja comentei em outros blogs q o salva é justamente a connelly. sobre a versao original, tenho muita vontade de assisti-la. muitas pessoas fazem comentarios positivos sobre o filme. o lance é q a mensagem é bem atual, sobre o bem estar entre os povos.


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