Deus, me deixa ver mais filmes em 2012? Obrigado.
Assisti 3 filmes inesquecíveis – um beijo pro Filipe que estava presente nas 3 sessões. E isso já valeu o ano.

11- Enrolados (ou o filme que me fez odiar o Luciano Huck por toda a vida)
Vejo enfim a luz brilhar, já nasceu o nevoeiro.
Coisa mais linda é cantar isso ao som das lanternas flutuantes.
Por isso comprei CD e DVD e acho que é o último grande filme da Disney desde Mulan.
A gente gostou, se divertiu, se emocionou, cantou e quer ver durante boa parte da vida.
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10- O Vencedor (ou o filme em que Mark Wahlberg tá gostoso pra caralho, pra variar)
Gostamos de Huckabees, adoramos O Vencedor e passamos a achar que David O. Russel tem talento de sobra e não precisa de um hiato de 6 anos entre uma estreia e outra.
Christian Bale em mais uma metamorfose corporal e chutando bundas de qualquer um do elenco porque ele é o melhor e o filme, a gente sabe, é sobre seu personagem – mas a gente deixa o Mark brilhar também porque tá sem camisa quase a maior parte do tempo.
Melissa Leo também arrasa, Amy Adams tá bonitinha e corretinha.
Por causa da direção realista de Russel, meu coração batia forte na última luta e eu vibrei com o fim e acho que isso é um feito grande de um diretor.
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9- A Árvore da Vida (ou o filme que me deixou com cara de paisagem quando terminou)
Tipo de filme que a gente entende porra nenhuma mas adora – e sabe que vai precisar rever alguma(s) vez(es) na vida.
Na verdade, a gente entende uma coisa ou outra e vê um sentido, um pensamento, uma coerência em todo o longa.
Sem deixar de ser imerso na longa e profunda e por vezes dolorosa viagem que Malick proporciona.
Impossível ficar indiferente.
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8- Namorados para Sempre (ou o filme que recebeu o título brasileiro mais wtf do ano)
Quem disse que o amor é bonito?
Às vezes o amor já não aguenta mais o outro. E perceber isso é cruel pra caralho.
Daí Namorados para Sempre coloca seus pés no chão e faz você ser menos deslumbrado com tudo. E Derek Cianfrance sabe muito bem o que faz para nos trazer à realidade.
O Ryan Gosling aparece nu. A nação agradece.
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7- Contracorrente (ou um dos melhores filmes com temática gay dos últimos anos)
Porque aquela história toda do cara ser casado com mulher e pegar homem por fora todo mundo já conhece.
Mas há formas diferentes de dizer a mesma coisa e Contracorrente o faz de forma inspirada e tocante.
Há uma cena muito especial, das que a gente não esquece: Miguel pega na mão de Santiago e caminha de mãos dadas com o homem que ama pelas ruas daquela pequena comunidade peruana. Ninguém olha, ninguém ofende. Passam despercebidos, porque Santiago está morto, é apenas vulto. Eles podem, enfim, se libertar.
E na vida, não mais ou menos assim? A gente tem que ser quase invisível…
[Um beijoteamo pra Camilla que chorou no cinema junto comigo.]
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6- Meia-noite em Paris (ou o filme mais pedante do ano)
Tinha gente que ficava rindo no cinema só pra mostrar que sabia quem eram aqueles personagens todos? TINHA!
Eu era uma dessas pessoas? ERA! -mentira
Allen tava inspirado. Colocou muita coisa linda num roteiro só, e é engraçado, naturalmente engraçado, como ele sabe fazer.
Não é de comer, mas é delicioso.
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5- Cisne Negro (ou o filme que fez do Aronofsky um deus)
É intenso e doloroso também para o espectador. Quando a gente se dá conta, estamos na mesma alucinação que a bailarina.
As imagens compostas por Aronofsky reafirmam em todo tempo a dicotomia ansiada por sua personagem.
Tem a melhor trilha sonora de 2011.
Mas deixa eu confessar uma coisa: ainda prefiro a Natalie Portman em Closer.
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4- Bravura Indômita (ou o filme que assisti duas vezes no cinema)
Uma história de vingança pode ser muito mais legal quando protagonizada por uma menina de 14 anos.
Coens e Roger Deakins é uma das parcerias mais bem sucedidas do cinema atual. Sim, é sim.
Essa coisa de comparar livro e filme é, como sempre digo, uma idiotice. Mas as palavras de Charles Portis ficam comendo poeira diante à beleza das imagens do filme.
O melhor elenco do ano? É, por aí, deve ser.
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3- Medianeras (ou aquele outro filme que me fez querer encontrar um amor pra vida toda)
Você sabe que não será um simples filmes em 5 minutos de projeção.
Quando Vinícius de Morais disse que “a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, estava prevendo Medianeras.
É sempre bom ver a solidão perdendo mais uma.
Quem soltou um “own” no final diz oi. – OI!
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2- Melancolia (ou o filme que me fez achar Lars Von Trier realmente foda)
O prólogo não é tão lindo quanto o de Anticristo, mas já é um tapa na cara da feiura.
Tem aquela coisa do ser humano, nossa instabilidade, nossas contradições, a incompreensão das nossas emoções.
Tem aqueles minutos finais, que faz a gente quase perder o ar por tudo ser muito melancólico e desesperador.
E tem aquela imensidão do universo, colocando o ser humano em seu devido e pequenino lugar.
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1- A Pele que Habito (ou o melhor filme do Almodóvar)
Fiquei completamente alucinado e levemente enlouquecido.
Por todo aquele amor louco, obsessivo, quase incondicional que rege o homem misericordioso e doente por sua amada.
Por aquela confusão de corpos e almas no lugar errado.
Pelas imagens poderosas de um diretor que alcançou seu ápice.
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Só não coloquei na lista porque tenho vergonha:

Burlesque (ou o filme que me fez amar a Cher)
Eu sei, eu sei. Burlesque é uma merda se a gente pensar bem – ou pensar pouco.
Mas dá pra ignorar Santa Cher com um cabelo diferente a cada cena?
Dá pra ignorar Bound to You e You Haven’t Seen the Last of Me?
Dá pra ignorar aqueles números musicais tão brilhosos, bonitos e emocionantys?
Não responda.
Pra mim Blue Valentine encabeça a lista, mas é uma boa lista.
Continuo achando graça nenhuma no Mark Wahlberg e, ainda que ele ganhe o dobro de massa muscular que tem agora e que o dote dele seja realmente do tamanho que aparece em Boogie Nights [e não é], vou continuar sem achar e sem entender que acha. Mas enfim.
Tirando Blue Valentine, que não posso falar por que não vi ainda(!) =/ Cisne Negro, que eu nem lembrava que era desse ano, é o melhor da lista. Não gostei tanto de Medianeiras como todo mundo, mas é um bom filme. De Contracorrente gostei menos ainda, e nos últimos anos teve pelo menos uma dezena de filmes com temática gay melhores que ele.
Árvore da Vida, A Pele Que Habito, Bravura Indômita, Meia-Noite em Paris e até mesmo Melancolia, são inevitáveis, entrariam na minha lista também. Numa ordem diferente, com certeza.
Fiquei triste porque não apareceu o único filme que me lembro de ter visto com você em 2011, Pânico 4, e claro que no final tive que morrer de vergonha alheia, como já é comum nas suas listas, rs.
Tava em dúvida entre Enrolados e Pânico 4, dúvida cruel… =/
E eu disse que Contracorrente é um dos melhores, não o melhor, bobão.
Adorei ver “A Pele Que Habito” em primeiro, um filmaço do Almodóvar! E também gostei de “Medianeras” aí, um excelente exemplar argentino que foi injustamente ofuscado por “Um Conto Chinês”.
Enrolados é bom para caramba. Cisne, da lista, para mim, ainda é o melhor (tenho essa ligação ferrenha com dança e cinema – só não diga que Burlesque entra nesse meio!) Bravura é legal e pa pa pa, mas…tá, já gostei mais dos Coen (com pronúncia de fuên). Também não acho A Pele que Habito o melhor filme de Almodovar, tem lá suas insuperáveis qualidades, seu elenco magistral, sua trilha sensacional e Maria Paredes, mas ele já fez Tudo sobre sua mãe, então…
E Melancolia, nossa, passei momentos epifânicos com esse filme.
No geral, mesmo diferente e muito da minha, curto.
Concordamos em várias coisas, especialmente no melhor filme do ano. Filmaço do Almodóvar!
BURLESQUE AHUAHUAUHAHUAUHAUHAUHHUAUHAHUAUHA BUR-LES-QUE AHUAHUAHUAUH
Tu é uma figura.